O uso da informática na educação - O português.com
Hoje, um grande número de pessoas tem um computador em casa, ou de alguma outra forma, acessa essa tecnologia.
Mas, afinal, o uso da informática ajuda ou atrapalha a vida escolar?
A atual geração é acompanhada pela tecnologia antes de nascer. Ela passa por exames de ultrassom, nasce em hospitais sofisticados, tem eletrecidade em casa. Então, por que na hora de aprender ela não pode fazer uso da tecnologia?
A criança, atualmente, está preparada para a alfabetização muito mais cedo do que os 7 anos tradicionais. Ela tem uma sofisticação cognitiva que lhe permite lidar, com certta naturalidade, com máquinas sofisticadas.
Por outro lado, há estatísticas a respeito do desempenho de alunos de escolas que usam o computador e de outras que não usam essa ferramenta. Um desses estudos examinou os resultados de testes de matemática de crianças que estavam usando muito o cumputador na escola, em comparação com outro grupo de crianças que não teve acesso ao computador, mas estudou música e piano. O resultado daqueles que estudavam piano foi fantasticamente maior no teste de matemática do que aqueles que tiveram acesso ao computador.
Um dos aspectos pontuais relacionados a este assunto é a mudança no idioma devido à comunicação das salas de bate-papo e dos blogs - o uso da linguagem "internetês".
Vivendo em uma sociedade configurada às sombras do capitalismo, podemos entender que o conceito de tempo é fundamental e precioso na vida de todos, assim como a necessidade de comunicação dinâmica no convívio social, o que justifica o uso de uma linguagem da "rede", que não corresponde à linguagem padrão.
Mas o resultado dessa anarquia comunicativa divide opiniões.
Alguns linguistas chamam de alarmistas os defensores radicais da sintaxe. Lembram que quando o telefone surgiu , provocou a desconfiança dos estudiosos que acreditavam na perda da capacidade de expressão devido ao fato das pessoas imcorporarem uma linguagem cheia de "hã, hã" e "alôs. Não foi o que ocorreu.
Entretanto, os psiquiatras alertam para a perda da capacidade do jovem de entender o que lê fora do ambiente da rede - a "dislexia discusiva".Têm percebido também que o jovem considera supérflua a escrita formal. Ao contrário da fala, a escrita exige aprendizado e ninguém aprende se não tiver interesse. A questão é que o internetês não contaminará a norma culta se ficar restrito ao ambiente da rede, mas cabe a cada usuário assim o fazê-lo.
E você, o que pensa sobre esse assunto?